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Rui

em 16/09/14


No ano 2000, Rodrigo e Rui faziam parte do lote de vinte nomes masculinos mais registados em Portugal e, de forma um pouco surpreendente, separavam-nos, apenas, uns meros 87 registos. Rui ocupava a 16.ª posição e Rodrigo a 18.ª. Todos sabemos que hoje Rodrigo é popularíssimo [nos últimos 23 anos foi o único nome capaz de retirar João do 1.º lugar do ranking] e Rui tem estado em declínio, ocupando atualmente a 48.ª posição, depois de quase três décadas de grande popularidade. 
O motivo por que os comparo é de fácil explicação: Rui é o hipocorístico de Rodrigo e, como tal, estão intrinsecamente relacionados, significando governante ilustre
Conhecendo cada vez melhor as práticas de nomeação em Portugal, poderemos arriscar dizer que, dentro de alguns anos, a inversão ocorrerá uma vez mais, até porque não acredito que Rui vá cair em desuso. Para mim, é um nome muito interessante e apesar de entender os motivos que o tornam Rodrigo tão apelativo, este não faz parte da minha lista de nomes preferidos e se hoje tivesse de escolher entre estes dois, optaria por Rui. E até vou mais além: acho que Rui combina muito bem com vários nomes femininos usados atualmente. Sei que pode ser visto como demasiado colado aos anos 70 e 80 mas poderíamos dizer o mesmo de Pedro e Miguel e não é por isso que não continuam atuais. Acho que há nomes que merecem ver o seu uso prolongado no tempo e creio que é o caso de Rui.  Definitivamente, é mais um da minha lista de nomes clássicos contemporâneos. 


Evolução do uso dos nomes Rui e Rodrigo em Portugal




André

em 11/08/14


Continuando na senda dos nomes clássicos contemporâneos, hoje exploramos um pouco mais o nome André que, para mim, é um dos nomes masculinos tradicionais mais bonitos - acho-o mais agradável do que Pedro e Miguel, por exemplo. André tem características que valorizo bastante: acho-o simples e despretensioso, o que o qualifica para a minha lista de nomes elegantes; vejo-o como um nome bastante internacional, porque apesar de algumas variações gráficas, é imediatamente reconhecível. Na minha geração, não foi especialmente popular, o que me transmite uma falsa ideia de pouca saturação, mas quem conviveu com crianças nascidas entre os anos 90 e 2000, deverá certamente encontrado algum menino chamado André. No ranking de 1995, André ocupa a 5.ª posição e, cinco anos mais tarde, ainda se encontrava bem posicionado, em 10.º lugar. Nos últimos anos tem vindo a perder posições, estando em declínio desde 2010: na altura ocupava a 22.ª posição do ranking e em 2013 já era 27.º.
André tem origem no grego Andreas, que também dá origem aos aprovados Andreias, Andreo e Andrés. À letra, significa próprio do homem, mas é muitas vezes simplificado para viril, forte, másculo, o que vai ao encontro das virtudes demonstradas por Santo André - e, por falar nisso, parece que existem mais de 30 santos com este nome! 

Andrés, que é a variante espanhola corrente do nome, também se usava em Portugal há vários séculos. É dele, aliás, que surge a versão feminina Andresa, que se usava em tempos medievais mas que caiu totalmente em desuso entre nós, tendo algum relevância no Brasil, entre as décadas de 70 e 90. 

Mariana

em 07/08/14


Quando andava no ensino secundário, havia uma estudante de intercâmbio na minha turma cujo nome era Geneviève. Ninguém acertava com o nome da miúda e quando o tema vinha à baila, ela dizia que, apesar de tudo, preferia ter um nome estranho do que ter um nome igual ao de toda a gente, como acontecia com as portuguesas que ou eram Anas ou Marias. "E depois ainda são Ana Maria ou Mariana!", exclamava, no seu sotaque francófono. Claro que era uma generalização, feita por uma adolescente estrangeira, mas que tinha piada e um fundinho de verdade. Já passaram uns anos valentes, mas o cenário não mudou muito: no máximo, inverteram-se as idades dos protagonistas e hoje as professoras serão Anas e as alunas Marias, e será fácil encontrar Marianas nas duas categorias. 

Catarina

em 13/05/13


Já toda a gente sabe que não sou a maior aficionada de nomes muito populares mas, se há uns poucos que me fariam abrir uma excepção, Catarina é seguramente um deles. Sei que há quem pense que o nome está datado mas eu não o consigo ver dessa forma. Para mim, Catarina bem poderia estar na lista de clássicos portugueses, que eu não o tiraria de lá. Elegante mas, ao mesmo tempo, divertido, histórico e reconhecível em qualquer parte. Honestamente, considero-o um nome quase perfeito!
Ainda que a sua origem seja um pouco dúbia, parece haver concordância em torno da ideia de que se latinizou por aproximação ao grego Kathará, que significa "pura" ou "casta" e que se popularizou graças à devoção a Santa Catarina de Alexandria, a quem se exalta a eloquência e a capacidade intelectual. 
No que respeita à popularidade, face às estatísticas oficiais que possuo, parece que atingiu o seu pico por volta de 1990, ano em que chegou à 6.ª posição do ranking mas, uma década depois, ainda estava no top 10, mais concretamente na 8.ª posição. Mais recentemente, baixou no número de registos e perdeu posições no ranking de 2011 para 2012: passou de 523 registos para 435, e de 20.º nome mais popular para 24.º. 
Em Portugal, também são permitidos Caterina [versão italiana e mais próxima do inglês Catherine], Catalina [versão espanhola] e, há muito pouco tempo, foi aprovado Katie, normalmente referido como o diminutivo de Katherine. Também gosto muito destas versões e até costumo sugerir bastantes vezes Caterina. E por falar em Caterina, termino dizendo que o seu anagrama também é aprovado: Natércia